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15 junho 2013

Exercícios de Análise Sintática

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1. (UF-MG) Em todas as alternativas, o termo em negrito exerce a função de sujeito, exceto em:
a) Quem sabe de que será capaz a mulher de seu sobrinho?
b) Raramente se entrevê o céu nesse aglomerado de
edifícios.
c) Amanheceu um dia lindo, e por isso todos correram
às piscinas.
d) Era somente uma velha, jogada num catre preto de
solteiros.
e) É preciso que haja muita compreensão para com 
os amigos.

2. (FMU) Em "Eu era enfim, senhores, uma graça de 
alienado.", os termos da oração grifados são respectivamente, do ponto de vista sintático:
a) adjunto adnominal, vocativo, predicativo do sujeito
b) adjunto adverbial, aposto, predicativo do objeto
c) adjunto adverbial, vocativo, predicativo do sujeito
d) adjunto adverbial, vocativo, objeto direto
e) adjunto adnominal, aposto, predicativo do sujeito

3. (PUC) "O homem está imerso num mundo ao qual
percebe ..." A palavra em negrito é:
a) objeto direto preposicionado
b) objeto indireto
c) adjunto adverbial
d) agente da passiva
e) adjunto adnominal

4. (CESGRANRIO) Assinale a frase cujo predicado é
verbo-nominal:
a) "Que segredos, amiga minha, também são gente ..."
b) "... eles não se vexam dos cabelos brancos ..."
c) "... boa vontade, curiosidade, chama-lhe o que quiseres ..."
d) "Fiquemos com este outro verbo."
e) "... o assunto não teria nobreza nem interesse ..."

5. (UF-UBERLÂNDIA) Todos os itens abaixo apresentam
o pronome relativo com função de objeto direto, exceto:
a) "Aurélia não se deixava inebriar pelo culto que lhe
rendiam."
b) "Está fadigada de ontem? perguntou a viúva com a
expressão de afetada ternura que exigia o seu cargo."
c) "... com a riqueza que lhe deixou seu avô, sozinha no
mundo, por força que havia de ser enganada."
d) "... O Lemos não estava de todo restabelecido do
atordoamento que sofrera."
e) "Não o entendiam assim aquelas três criaturas, que

se desviviam pelo ente querido."

6. (UF-MG) A oração sublinhada está corretamente classificada, EXCETO em:
a) Casimiro Lopes pergunta se me falta alguma coisa
/ oração subordinada adverbial condicional
b) Agora eu lhe mostro com quantos paus se faz 
uma canoa / oração subordinada substantiva objetiva direta
c) Tudo quanto possuímos vem desses cem mil réis
/ oração subordinada adjetiva restritiva
d) Via-se muito que D. Glória era alcoviteira / oração
subordinada substantiva subjetiva
e) A ideia é tão santa que não está mal no santuário
/ oração subordinada adverbial consecutiva

7. (UF-MG) Na frase: "Maria do Carmo tinha a certeza
de que estava para ser mãe", a oração destacada é:
a) subordinada substantiva objetiva indireta
b) subordinada substantiva completiva nominal
c) subordinada substantiva predicativa
d) coordenada sindética conclusiva
e) coordenada sindética explicativa

8. (FM-SANTOS) A segunda oração do período? "Não sei
no que pensas", é classificada como:
a) substantiva objetiva direta
b) substantiva completiva nominal
c) adjetiva restritiva
d) coordenada explicativa
e) substantiva objetiva indireta

9. (MACK) "Na ‘Partida Monção’, não há uma atitude
inventada. Há reconstituição de uma cena como ela 
devia ter sido na realidade." A oração sublinhada é:
a) adverbial conformativa
b) adjetiva
c) adverbial consecutiva
d) adverbial proporcional
e) adverbial causal

10. (AMAN) No seguinte grupo de orações destacadas:
1. É bom que você venha. 
2. Chegados que fomos, entramos na escola.
3. Não esqueças que é falível. 
Temos orações subordinadas, respectivamente:
a) objetiva direta, adverbial temporal, subjetiva
b) subjetiva, objetiva direta, objetiva direta
c) objetiva direta, subjetiva, adverbial temporal
d) subjetiva, adverbial temporal, objetiva direta
e) predicativa, objetiva direta, objetiva indireta

11. (UF-PR) Na oração "Pássaro e lesma, o homem oscila entre o desejo de voar e o desejo de arrastar", Gustavo Corção empregou a vírgula:
a) por tratar-se de antíteses
b) para indicar a elipse de um termo
c) para separar vocativo
d) para separar uma oração adjetiva de valor restritivo
e) para separar aposto

12. (EPCAR) "Bem-aventurado, pensei eu comigo, aquele em que os afagos de uma tarde serena de primavera
no silêncio da solidão produzem o torpor dos membros."
No período em apreço, usaram-se vírgulas para separar:
a) uma oração pleonástica
b) uma oração coordenada assindética
c) um adjunto deslocado
d) elementos paralelos
e) uma oração intercalada

13. (EPCAR) A partícula apassivadora está exemplificada
na alternativa:
a) Fala-se muito nesta casa.
b) Grita-se nas ruas.
c) Ouviu-se um belo discurso.
d) Ria-se de seu próprio retrato.
e) Precisa-se de um dicionário.

14. (U-UBERLÂNDIA) Classifique o "se" na frase: "Ele
queixou-se dos maus tratos recebidos".
a) partícula integrante do verbo
b) conjunção condicional
c) pronome apassivador
d) conjunção integrante
e) símbolo de indeterminação do sujeito

15. (EPCAR) O se é índice de indeterminação do sujeito
na frase:
a) Não se ouvia o sino.
b) Assiste-se a espetáculos degradantes.
c) Alguém se arrogava o direito de gritar.
d) Perdeu-se um cão de estimação.
e) Não mais se falsificará tua assinatura.

16. (EPCAR) O se é pronome apassivador em:
a) Precisa-se de uma secretária.
b) Proibiram-se as aulas.
c) Assim se vai ao fim do mundo.
d) Nada conseguiria, se não fosse esforçado.
e) Eles se propuseram um acordo.

17. (SANTA CASA) A palavra "se" é conjunção integrante (por introduzir oração subordinada substantiva
objetiva direta) em qual das orações seguintes?
a) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão.
b) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo.
c) O aluno fez-se passar por doutor.
d) Precisa-se de operários.
e) Não sei se o vinho está bom.

18- (FUVEST) "Vivemos mais uma grave crise, repetitiva dentro do ciclo de graves crises que ocupa a energia
desta nação. A frustração cresce e a desesperança não
cede. Empresários empurrados à condição de liderança
oficial se reúnem, em eventos como este, para lamentar
o estado de coisas. O que dizer sem resvalar para o
pessimismo, a crítica pungente ou a auto-absolvição?
É da história do mundo que as elites nunca introduziram
mudanças que favorecessem a sociedade como um todo. Estaríamos nos enganando se achássemos que estas
lideranças empresariais aqui reunidas teriam motivação
para fazer a distribuição de poderes e rendas que uma
nação equilibrada precisa ter. Aliás, é ingenuidade imaginar que a vontade de distribuir renda passe pelo empobrecimento da elite. É também ocioso pensar que
nós, de tal elite, temos riqueza suficiente para distribuir.
Faço sempre, para meu desânimo, a soma do faturamento das nossas mil maiores e melhores empresas, e
chego a um número menor do que o faturamento de
apenas duas empresas japonesas. Digamos, a Mitsubishi e mais um pouquinho. Sejamos francos. Em termos
mundiais somos irrelevantes como potência econômica,
mas o mesmo tempo extremamente representativos
como população."
("Discurso de Semler aos empresários", Folha de São Paulo, 11/9/91)
Dentre os períodos transcritos do texto acima, um é
composto por coordenação e contém uma oração coordenada sindética adversativa. Assinalar a alternativa
correspondente a este período:
a) A frustração cresce e a desesperança não cede.
b) o que dizer sem resvalar para o pessimismo, a crítica
pungente ou a auto-absolvição.
c) É também ocioso pensar que nós, da tal elite, temos
riqueza suficiente para distribuir.
d) Sejamos francos.
e) Em termos mundiais somos irrelevantes como potência econômica, mas ao mesmo tempo extremamente
representativos como população.

19. (AFTN) Há oração subordinada substantiva subjetiva no período:
a) Decidiu-se que a microinformática será implantada
naquele Município.
b) Um sistema tributário obsoleto não permite que haja
conscientização dos contribuintes.
c) A prefeitura necessitava de que os computadores
fossem instalados com urgência.
d) Ninguém tem dúvida de que a microinformática racionaliza o sistema tributário.
e) Alguns prefeitos temiam que

20. (OBJETIVO) No período "É necessário que todos se
esforcem ", a oração destacada é:
a) substantiva objetiva direta
b) substantiva objetiva indireta
c) substantiva completiva nominal
d) substantiva subjetiva
e) substantiva predicativa

21. (ITA) Em qual dos períodos abaixo há uma oração
subordinada adverbial que expressa ideia de concessão?
a) Diz-se que a obra de arte é aberta; possibilita, portanto, várias leituras.
b) Pode criticar, desde que fundamente sua crítica em
argumentos.
c) Tamanhas são as exigências da pesquisa científica,
que muitos desistem de realizá-la.
d) Os animais devem ser adestrados, ao passo que os
seres humanos devem ser educados, visto que possuem a faculdade de inteligência.
e) Não obstante haja concluído dois cursos superiores, é
incapaz de redigir uma carta.

22. (OMECE-SP) Assinale o que objeto indireto:
a) A casa que você viu é minha.
b) O homem que trabalha vence na vida.
c) Que aconteceu com você?
d) O cargo a que aspiras é nobre.
e) O rapaz que chegou é meu conhecido.

23. (BB) No provérbio “Antes tarde do que nunca”:
a) Existe oração coordenada
b) Há um único substantivo
c) Não há oração, apenas frase nominal
d) O sujeito está oculto
e) Há dois adjetivos

24- (FMU) Assinale a alternativa em que aparece um
complemento nominal:
a) Sanches esteve frio.
b) Tive medo de perdê-lo.
c) Exprimia-se brevemente.
d) O caso era outro.
e) Manobrava, então, para voltar à carga.

25- (UF-GO) Em uma das alternativas, o predicativo
inicia o período. Assinale-a:
a) A dificílima viagem será realizada pelo homem.
b) Em suas próprias inexploradas entranhas descobrirá
a alegria de conviver.
c) Humanizado tornou-se o sol com a presença humana.
d) Depois da dificílima viagem, o homem ficará satisfeito?
e) O homem procura a si mesmo nas viagens a outros
mundos.

1 – D
2 – C
3 – A
4 – C
5 – E
6 – A
7 – B
8 – C
9 – A
10 – D
11 – E
12 – E
13 – C
14 – A
15 – B
16 – B
17 – E
18-E
19 - A
20 -D
21- E
22- D
23 - C
24-  B
25- C
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14 junho 2013

Apostila de Redação

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Um projeto da USP.

Organizadores
Maria Lúcio V. de Oliveira Andrade
Neide L. Rezende
Valdir Heitor Barzotto
Elaborador
Valdir Heitor Barzotto

Todos os direitos reservados aos idealizadores.
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09 junho 2013

Caros Leitores Pré-Vestibulandos

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Estamos com sérios problemas em questão do tempo que  não temos para cuidar do nosso blog, peço desculpa aos frequentadores, que estão sempre procurando novas postagens, peço humildemente desculpas e o apoio a você que faz, e precisa do nosso cursinho, e se você esta lendo esta postagem me explique melhor porque  devemos continuar com o cursinho, comecei o blog e não acreditava na dimensão que ele tem hoje, nas visitas que recebemos que não são poucas, nas criticas e nos elogios diários.
Obrigado, e se você ai em casa, e  tem um tempinho venha nos ajudar é simples e fácil, basta deixar seu e-mail aqui em baixo nos comentários que entrarei em contato com você.

Boa sorte pré-vestibulandos e que a sorte esteja ao seu lado!
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03 janeiro 2013

Resumo da obra: Vidas Secas, de Graciliano Ramos

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Vidas Secas (1938) é o último romance de Graciliano Ramos e o único narrado em terceira pessoa. Nele o autor descreve, de modo cru, a trajetória de uma família de retirantes nordestinos em busca de sobrevivência.

Os infelizes que caminham
Logo no início do primeiro capítulo, o narrador refere-se aos infelizes que caminham: Fabiano, sinha Vitória, os dois filhos do casal e a cachorra Baleia.
"(...) Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos."

Prisão e humilhação
A família se instala em uma fazenda abandonada. Com a volta das chuvas, volta também o seu proprietário, que após desmerecer a possível ajuda de Fabiano, acaba deixando-o ficar como vaqueiro, sempre lhe roubando no momento do pagamento, e sempre ameaçando despedi-lo.
Para agravar ainda mais a situação e a baixa auto-estima de Fabiano, um dia, na cidade, por causa de um mal-entendido, ele é preso e humilhado por um soldado local: o soldado amarelo.
Após um ano de sua prisão, Fabiano reencontra o soldado amarelo desprotegido e perdido na caatinga. Após um primeiro impulso de vingança e coragem, Fabiano apequena-se, curva-se e ensina o caminho para a "autoridade".
"Afastou-se, inquieto. Vendo-o acanalhado e ordeiro, o soldado ganhou coragem, avançou, pisou firme, perguntou o caminho. E Fabiano tirou o chapéu de couro.
- Governo é governo.
Tirou o chapéu de couro, curvou-se e ensinou o caminho ao soldado amarelo."
Cabe aqui a importante tarefa de clarear as reais intenções do autor em denominar o soldado por "amarelo". Corrupto, oportunista e medroso, ele recebe esse nome por ser símbolo da repressão e do autoritarismo pelo qual é comandado, a ditadura Vargas, sendo essa sua suposta "força" totalmente dependente das ordens de governo, claramente ditatoriais analisando-se a atitude de Fabiano.

Baleia
Chama a atenção os filhos não receberem nomes próprios. São designados pelo narrador como: o filho mais novo e o filho mais velho; mas a cachorra tem nome: Baleia, e participa ativamente da vida da família.
Essa animalização dos personagens e a humanização da cachorra perpassam toda a obra e são perceptíveis pelas atitudes que cada personagem assume. 
Em algum momento da narrativa, com suspeita de hidrofobia, a cachorra Baleia é sacrificada por Fabiano, gerando grande tristeza à família.

Desfecho cíclico
Com a volta da seca, a família vê-se novamente no ponto inicial da narrativa: sem condições de permanecer onde está, e com chances precárias de encontrar algo melhor. Retomam a caminhada rumo ao incerto, proporcionando um desfecho cíclico, porém aberto para a obra.
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Resumo da obra: O Cortiço, de Aluísio de Azevedo

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O Cortiço (1890) é tido como o romance mais importante do Naturalismo brasileiro. O enredo aborda o dia-a-dia de vizinhos e moradores de um cortiço em Botafogo, no Rio de Janeiro. Alguns consideram o próprio cortiço o personagem mais importante do livro.

O cortiço como personagem
O tema do romance O Cortiço é a exploração do homem pelo homem. A redução do ser humano ao nível animal que domina a narrativa é característica naturalista, espelho das teorias darwinistas e deterministas do século XIX. Assim, uma inversão ocorre ao longo do romance, no qual o cortiço é tratado como um ser vivo e seus habitantes, como animais.
"Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas. (...)
No confuso rumor que se formava, destacavam-se risos, sons de vozes que altercavam, sem se saber onde, grasnar de marrecos, cantar de galos, cacarejar de galinhas. De alguns quartos saíam as mulheres que vinham pendurar cá fora, na parede, a gaiola do papagaio, e os louros, à semelhança dos donos, cumprimentavam-se ruidosamente, espanejando-se à luz nova do dia.
Daí a pouco, em volta das bicas era um zunzum crescente; uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas."

João Romão e Bertoleza
Em paralelo, várias histórias são contadas, dentre elas a de João Romão, comerciante ganancioso e avarento amasiado com a escrava Bertoleza. Apossando-se do dinheiro que Bertoleza lhe confiara para pagar sua alforria, cobrando preços abusivos por produtos de baixa qualidade e roubando materiais de construção, João Romão consegue comprar terras e construir nelas um cortiço.
"Quando deram fé estavam amigados. Ele propôs-lhe morarem juntos, e ela concordou de braços abertos, feliz em meter-se de novo com um português, porque, como toda a cafuza, Bertoleza não queria sujeitar-se a negros e procurava instintivamente o homem numa raça superior a sua."

Cortiço e sobrado
Ao lado do cortiço, havia um sobrado habitado por Miranda, um comerciante bem-sucedido e sua família. Enquanto o sobrado despertava a inveja de João Romão, o cortiço despertava o temor de Miranda.

Jerônimo e Rita
Jerônimo, um imigrante português, ordeiro, trabalhador e dedicado à família, apaixona-se pelos encantos de Rita Baiana, uma antiga moradora que, após uma temporada em sua terra natal, volta ao cortiço. Por conta disso, ele se envolve em briga com Firmo, companheiro de Rita, que acaba se mudando do Carapicus (nome do cortiço de João Romão) para o Cabeça-de-Gato, um outro cortiço próximo dali.
Jerônimo arma uma cilada para o rival e o mata a pauladas. Depois abandona Piedade, sua esposa, e passa a viver com Rita. A partir daí, passa a ficar preguiçoso e malandro "como todo brasileiro". Percebe-se, nesse ponto da narrativa, a influência da teoria determinista do historiador francês Hipolite Taine, em voga na época, que dizia ser o homem produto do meio.
"Uma transformação, lenta e profunda, operava-se nele, dia a dia, hora a hora. (...) E assim, pouco a pouco, se foram reformando todos os seus hábitos singelos de aldeão português: e Jerônimo abrasileirou-se."

A reconstrução do cortiço
Querendo vingar a morte de Firmo (então companheiro de Rita), os moradores do Cabeça-de-Gato travam luta com os do Carapicus. Um incêndio em vários barracos põe fim à briga e força Romão a reconstruir o cortiço.
Em sua nova versão, o cortiço torna-se mais sofisticado, espelho do desejo de ascensão social de João Romão, que inclui também o de se casar com Zulmira, filha de Miranda.
Fazendo isso, Romão teria esposa "fina" e sogro com título de nobreza. Só havia um empecilho no caminho de Romão: Bertoleza, escrava que, enganada por ele, acreditava-se alforriada.
"Sim, porque aquela boa casa que se estava fazendo, e os ricos móveis encomendados, e mais as pratas e as porcelanas que haviam de vir, não seriam decerto para os beiços da negra velha! Conservá-la-ia como criada? Impossível! Todo Botafogo sabia que eles até aí fizeram vida comum! 
(...) Maldita preta dos diabos! Era ela o único defeito, o senão de um homem tão importante e tão digno."

A traição de Romão
Romão manda, então, um aviso aos antigos donos da escrava, denunciando seu paradeiro. Bertoleza, ao ver-se novamente sem liberdade, suicida-se com a mesma faca com que limpava o peixe para a refeição de Romão.
O narrador ainda reserva para as últimas linhas do romance uma grande ironia. Depois de ver Bertoleza se matar, Romão é avisado de que estava sendo aguardado, na sala de visitas, por uma comissão de abolicionistas que vinha "respeitosamente" diplomá-lo como sócio benemérito. 


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Resumo da obra: Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida

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Publicada entre 1852 e 1853, esta obra rompe com o modelo romântico, apresentando o Rio de Janeiro das classes populares, após a chegada de dom João VI. O livro traz o primeiro anti-herói da literatura brasileira: o malandro Leonardo.

Pisadelas e beliscões
O enredo inicia-se informando a origem, o nascimento e o batismo de Leonardo, que recebeu o mesmo nome de seu pai e é visto como um "filho de pisadelas e de beliscões".
Nota-se que há muito pouco do romantismo convencional no namoro dos pais de Leonardinho: Leonardo Pataca e Maria da Hortaliça.
Acontece o batizado, e para padrinhos foram escolhidos a parteira e o barbeiro. Aos 7 anos, o menino conhece os "primeiros infortúnios" ("afinal de contas Maria era saloia, e o Leonardo começava a arrepender-se seriamente de tudo que tinha feito por ela e com ela"): a mãe foge de casa com o amante, o capitão do navio em que tinham vindo de Portugal; o pai, por sua vez, após um "está tudo acabado", o abandona com o compadre barbeiro, padrinho do menino.

Os amores de Leonardo
Foi em uma das visitas a dona Maria, uma rica senhora, que Leonardo, acompanhando o padrinho barbeiro, conheceu Luisinha. Dona Maria era uma mulher rica que, além de um bom coração, "tinha um dos piores vícios daquele tempo e daqueles costumes: era a mania das demandas". A última em que se envolvera fora um processo em torno da tutela de Luisinha, sua sobrinha.
O amor de Leonardo por Luisinha foi lentamente se manifestando, até que, numa das visitas à casa de dona Maria, padrinho e afilhado são surpreendidos pela presença de um certo José Manuel, que acaba se casando com Luisinha.
Leonardo perde o padrinho, porém recebe sua pequena herança. Triste e novamente abandonado, perambula pelas ruas até encontrar seu antigo amigo sacristão com uma turma animada. Leonardo agrega-se a eles e logo se apaixona por Vidinha.

De vagabundo a sargento de milícias
Os primos de Vidinha, também apaixonados por ela, fazem com que Leonardo deixe a casa da família. Depois disso, ele vive um tempo no paço imperial, onde se envolve com uma mulher casada. Leonardo tem uma vida cheia de aventuras, mas uma coisa não muda: ele perambulava pela cidade, não tinha um emprego, vivia da sorte. Um verdadeiro malandro. E por isso mesmo é perseguido pelo Major Vidigal, autoridade máxima das milícias (uma espécie de instituição policial e jurídica ao mesmo tempo, em um período em que as instituições públicas ainda não eram organizadas, no Brasil). 
"Uma companhia ordinariamente de granadeiros, às vezes outros soldados que ele escolhia nos corpos que havia na cidade, armados de grossas chibatas, comandada pelo Major Vidigal, fazia toda a ronda da cidade de noite, e toda a mais polícia de dia. Não havia beco nem travessa, rua nem praça, onde não se tivesse passado uma façanha do senhor major para pilhar um maroto ou dar caça a um vagabundo."
Quando Vidigal consegue prender o rapaz, faz dele um dos granadeiros. Porém, Leonardo é preso e condenado à chibata quando tenta livrar seu pai, Leonardo Pataca, de ser pego pela tropa. Diante disso, a madrinha do rapaz (a parteira) e dona Maria, preocupadas com Leonardinho, lembram-se de pedir à Maria Regalada, uma antiga namorada do Major Vidigal, que fosse com elas implorar pela liberdade do Leonardinho. Com as promessas de reatar o antigo relacionamento feitas por Maria Regalada, Vidigal não apenas liberta o prisioneiro, como o promove a sargento de milícias. 
"Com a sua influência tudo alcançou; e em uma semana entregou ao Leonardo dois papéis: um era a sua baixa de tropa de linha; outro, sua nomeação de sargento de milícias. Além disso, recebeu o Leonardo ao mesmo tempo carta de seu pai, na qual o chamava para fazer-lhe entrega do que lhe deixara seu padrinho, que se achava religiosamente intacto."
Após tantos acontecimentos, Leonardo reencontra Luisinha, que ficara viúva de José Manuel. Os dois finalmente engatam o namoro e logo se casam: um final feliz, típico das comédias românticas.
"Passado o tempo indispensável do luto, o Leonardo, em uniforme de sargento de milícias, recebeu-se na Sé com Luisinha, assistindo à cerimônia a família em peso.
Daqui em diante aparece o reverso da medalha. Seguiu-se a morte de dona Maria, a do Leonardo Pataca (pai), e uma enfiada de acontecimentos tristes que pouparemos aos leitores, fazendo aqui ponto final."
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31 dezembro 2012

Feliz 2013!

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Costumo dizer que temos que ter a obrigação de achar que um novo ano que chega será sempre melhor do que o que fica para trás.

Não se trata de um otimismo pueril, mas da convicção de que vivemos neste mundo para sermos mais felizes a cada dia, mês e ano, ainda que a realidade cruel da vida tente continuamente conspirar contra a nossa felicidade.

Alguns dizem que ano de número ímpar é sinal de maus presságios. Bobagem, superstição ou preconceito com os numerais ímpares, pois nada mal passar um ano com final “13″ – o Professor Mário Jorge Lobo Zagallo que o diga, não é mesmo?

Em algumas coisas o ano velho deixará saudades…

Entretanto, fazendo a minha contabilidade pessoal chego à conclusão de que tive um saldo de balanço positivo, com algumas metas e objetivos devidamente alcançados. Alguns terão que ser novamente colocados no planejamento de 2013, mas são os novos planos o alvo principal da minha empresa pessoal para os próximo 365 dias que se aproximam.

O que me motiva nesta vida são os mistérios.

O que me inspira são os segredos do universo infinito.

O que me encanta é a natureza surpreendente, que o nosso querido Eduardo Galeano costuma lembrar que se ela, a natureza, fosse um banco, já teria sido salva.

O que me amedronta é violência, seja de uma guerra, seja de um Adam Lanza.

Enfim, que 2013 seja um ano bom para todos nós.

Mas lembrem-se: o sofrimento sempre estará à espreita.

Feliz Ano Novo é o que todos nós desejamos a vocês!!!!

Atenciosamente Equipe Pré Vestibular Online
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16 outubro 2012

Proposta de Redação - ENEM 2010

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Proposta de Redação - ENEM 2010
Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma culta escrita da língua portuguesa sobre o tema "Trabalho na Construção da Dignidade Humana", apresentando experiência ou proposta de ação social, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

O que é trabalho escravo
Escravidão contemporânea é o trabalho degradante que envolve cerceamento da liberdade
A assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, representou o fim do direito de propriedade de uma pessoa sobre a outra, acabando com a possibilidade de possuir legalmente um escravo no Brasil. No entanto, persistiram situações que mantêm o trabalhador sem possibilidade de se desligar de seus patrões. Há fazendeiros que, para realizar derrubadas de matas nativas para formação de pastos, produzir carvão para a indústria siderúrgica, preparar o solo para plantio de sementes, entre outras atividades agropecuárias, contratam mão de obra utilizando os contratadores de empreitada, os chamados “gatos”. Eles aliciam os trabalhadores, servindo de fachada para que os fazendeiros não sejam responsabilizados pelo crime.

Trabalho escravo se configura pelo trabalho degradante aliado aliado ao cerceamento da liberdade. Este segundo fator nem sempre é visível, uma vez que não mais se utilizam correntes para prender o homem à terra, mas sim ameaças físicas, terror psicológico ou mesmo as grandes distâncias que separam a propriedade da cidade mais próxima.

Disponível em: http://www.reporterbrasil.org.br. Acesso em: 02 set.2010 (fragmento).

O futuro do trabalho
Esqueça os escritórios, os salários fixos e a aposentadoria. Em 2020, você trabalhará em casa, seu chefe terá menos de 30 anos e será uma mulher.

Felizmente, nunca houve tantas ferramentas disponíveis para mudar o modo como trabalhamos e, consequentemente, como vivemos. E as transformações estão acontecendo. A crise despedaçou companhias gigantes tidas até então como modelos de administração. Em vez de grandes conglomerados, o futuro será povoado de empresas menores reunidas em torno de projetos em comum. Os próximos anos também vão consolidar mudanças que vêm acontecendo há algum tempo: a busca pela qualidade de vida, a preocupação com o meio ambiente, e a vontade de nos realizarmos como pessoas também em nossos trabalhos. “Falamos tanto em desperdício de recursos naturais e energia, mas e quanto ao desperdício de talentos? ", diz o filósofo e ensaísta suíço Alain de Botton em seu novo livro The Pleasures and Sorrows of Works (Os prazeres e as dores do trabalho, ainda inédito no Brasil).


INSTRUÇÕES:
- Seu texto tem de ser escrito à tinta, na folha própria.
- Desenvolva seu texto em prosa: não redija narração, nem poema.
- O texto com até 7 (sete) linhas escritas será considerado texto em branco.
- O texto deve ter, no máximo, 30 linhas.
- O Rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
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05 setembro 2012

Funções Orgânicas

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Slides do professor Sidnei de Funções Orgânicas, para fazer o download clique na imagem.
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Material para o Enem

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